terça-feira, 9 de novembro de 2010

Resultado do Censo na economia municipal

Meus caros leitores, lendo o Jornal do Tocantins hj cedo me deparei com uma notícia que me alertou para o fato de que os municípos tocantinenses estão perdendo renda juntamente com a diminuição da população local.
Isso é reflexo também das gestões municipais quando não se preocupam em manter as pessoas no lugar de origem, o exôdo rural continua crescente no estado e os prefeitos não se atentam pra isso.
Faz parte do projeto municipalista, manter os munícipes nos locais de nascença, mas sem políticas de emprego, saúde e educação como segurar essas pessoas no interior?
Os prefeitos fizeram um plano plurianual, mas não estão cumprindo as metas de crescimento com desenvolvimento.
Será que existe um planejamento de aumento das populações municipais?
O pior de tudo queridos leitores, é que os prefeitos não fazem a mea culpa como fez Barak Obama, eles correm nos gabinetes dos deputados e do governador para pedirem que haja interferência política no IBGE para aumentar o número de moradores a fim de que não venham perder receita.
É esse tipo de prefeito que queremos manter nos nossos municípios?
Vamos ficar de olho.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ophir disse que o cidadão foi tratado como consumidor de uma democracia de consumo.
Site OAB- Conselho Federal: eleitor é o grande perdedor desta eleição presidencial
Brasília, 28/10/2010

Dilma Rousseff ou José Serra? Qualquer que seja o presidente eleito no próximo domingo, o grande perdedor destas eleições não será a petista nem o tucano: será o eleitor brasileiro. A avaliação é do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante. Para ele, o marketing eleitoral encobriu a falta de propostas das duas candidaturas, intensificou a troca de acusações pessoais e tratou o cidadão como consumidor de uma democracia de consumo.

Não se viram programas consistentes, que tivessem até parâmetros do próprio orçamento do Estado. Na tentativa de conseguir votos, a campanha sai com um saldo negativo no que diz respeito a propostas factíveis. A maioria das propostas é para tentar ter votos , considera o advogado. Saímos perdendo todos nós, eleitores, a sociedade de modo geral. O debate se tornou apequenado pela postura que os candidatos adotaram, de confronto direto, pessoal, e não pelo confronto de planos, ideias e programas de governo feitos com critérios , acrescenta.

Nesta entrevista exclusiva ao repórter Edson Sardinha, do site Congresso em Foco, o presidente da OAB diz que o alento desta eleição foi a Lei Complementar 135/10, a chamada Lei da Ficha Limpa, que restringiu a candidatura de políticos com condenação em órgão colegiado ou que renunciaram a mandato para escapar da cassação. Segundo Ophir, a Ficha Limpa despertou um sentimento que parecia adormecido na sociedade o de que, por meio da mobilização popular, é possível transformar a realidade e exigir posicionamentos dos seus representantes.

A gente viu cidadãos de todas as classes discutindo a importância da ética na política. Esta foi a grande revolução que a Ficha Limpa proporcionou a todos nós: uma mudança de olhar, um olhar mais direcionado à ética, à importância da política e da seleção dos candidatos que vão nos representar , afirma o advogado. A OAB é uma das 48 entidades que fazem parte do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), responsável pela coleta das assinaturas para apresentação do projeto de lei.

Para Ophir, essa mesma mobilização popular que tornou possível a Ficha Limpa precisa ser canalizada no início da próxima legislatura para a aprovação de uma reforma política e eleitoral. A Ordem vai promover um seminário com diversas entidades da sociedade civil, entre os dias 16 e 18 de novembro, para construir uma proposta de reforma política a ser entregue ao novo presidente da República e ao novo Congresso. O presidente da OAB diz ter ciência de que a proposição só irá adiante se houver pressão permanente da sociedade sobre os parlamentares.

Enquanto a reforma política não vem, o eleitor brasileiro precisa intensificar a fiscalização sobre os parlamentares e romper com o discurso de descrédito generalizado, pelo qual todos os políticos são iguais, defende Ophir Cavalcante. Essa ideia, segundo ele, é contemplada por iniciativas como o Prêmio Congresso em Foco, evento que tem o apoio institucional da OAB.

O Congresso em Foco tem sido referência para a avaliação dos parlamentares brasileiros. É muito importante continuar prestigiando esse tipo de iniciativa, para que os congressistas, a partir de uma legítima e saudável competição interna, façam o melhor para a sociedade brasileira. Façam mais e melhor para a sociedade , diz o presidente da OAB. O prêmio quebra o discurso de que todos são iguais, demonstra que é importante que haja diferenças, sobretudo, quando elas criam uma cultura para melhorar a condição de vida da população brasileira , acrescenta.

Na entrevista a seguir, Ophir afirma que o Judiciário brasileiro avançou nos últimos anos, mas corre o risco de dar um passo atrás com a ameaça do Supremo Tribunal Federal de esvaziar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com o advogado, o CNJ, órgão de controle externo do Judiciário, precisa prevalecer sobre as quase sempre corporativas corregedorias dos tribunais. Precisamos mudar a cultura do Judiciário e fazer com que a lei seja aplicada da forma mais efetiva, como a sociedade exige , defende o advogado paraense, de 49 anos.

Leia a íntegra da entrevista do presidente da OAB:

P- Como o senhor avalia o nível da campanha para presidente da República?

R- Com muita preocupação. Infelizmente, as campanhas de um modo geral se preocuparam muito mais em vender a imagem dos candidatos do que propriamente em discutir propostas, como se o eleitor fosse um consumidor e estivesse participando de uma democracia de consumo. Isso nos traz preocupação e nos faz continuar na fiscalização, direcionando um olhar crítico em relação ao próximo governo para que sejam cumpridas as propostas, principalmente as políticas sociais.

P- Faltou grandeza aos candidatos para se sobreporem ao marketing eleitoral?

R- A partir do momento em que o marketing passou a ter uma preponderância sobre a política de um modo geral a política concebida dentro de uma grandeza maior , muito menos se deu ênfase à discussão de programas. Deu-se ênfase muito mais a ataques pessoais. Evidente que uma campanha dessas é tensionada, é sempre nervosa, sempre implica embates, mas embates que não deveriam ser travados no campo pessoal, mas no campo das ideias, das propostas, dos programas. Não se viram programas consistentes, que tivessem até parâmetros do próprio orçamento do Estado. Na tentativa de conseguir votos, a campanha sai com um saldo negativo no que diz respeito a propostas factíveis. A maioria das propostas é para tentar ter votos.

P- Quem sai perdendo mais?

R-Saímos perdendo todos nós, eleitores, a sociedade de modo geral. O debate se tornou apequenado pela postura que os candidatos adotaram, de confronto direto, pessoal, e não pelo confronto de planos, ideias e programas de governo feitos com critérios.

P- Isso reforça o descrédito da sociedade em relação aos políticos brasileiros?

R- Ajuda a aumentar o descrédito. Creio que, eleito o próximo presidente da República, no próximo domingo, ele deverá ter uma postura republicana, de grandeza, no sentido de resgatar essa imagem e fazer um governo para todos os brasileiros.

P- Que mérito a Lei da Ficha Limpa teve nesta eleição?

R- Não tenho dúvida de que a ficha limpa teve o grande mérito de trazer para a sociedade uma discussão que estava restrita a determinados segmentos da sociedade. A gente viu cidadãos de todas as classes discutindo a importância da ética na política. Esta foi a grande revolução que a Ficha Limpa proporcionou a todos nós: uma mudança de olhar, um olhar mais direcionado à ética, à importância da política e da seleção dos candidatos que vão nos representar.

P- Houve uma pressão popular muito grande em torno dessa lei, seja na coleta das assinaturas, seja na aprovação no Congresso, seja sobre a Justiça depois. É sinal de que a sociedade precisa acordar para outros temas também?

R- Não há dúvida que sim. A ficha limpa ajudou a sociedade a despertar para o seu poder, o poder de transformar, de cobrar, de exigir daquelas pessoas às quais ela delega poder que cumpram as promessas e os anseios da sociedade brasileira.

P- Depois da ficha limpa, qual deve ser o próximo alvo da sociedade civil?

R- A reforma eleitoral. Para nós, é importante que a sociedade discuta o sistema eleitoral, o sistema partidário. A sociedade precisa participar disso, discutir a validade da reeleição ou não, se o voto deve ser obrigatório ou facultativo. A partir da ficha limpa, temos um campo aberto para maior participação popular. Com essa participação popular, haverá pressão muito forte em relação ao próximo presidente da República, ao próximo Congresso, a respeito da importância de se modificarem os atos políticos a partir de uma reforma eleitoral.

P- Como a OAB pretende se mobilizar nesse sentido?

R- Já está trabalhando. Entre os dias 16 e 18 de novembro, vamos realizar um seminário em que vamos debater com toda a sociedade civil uma proposta de reforma política para entregar aos próximos presidentes da República e do Congresso, para que essa matéria continue pautada institucionalmente no país, a fim de que possamos enfrentá-la já no primeiro ano de governo. Acreditamos que ela só sairá se for objeto de pressão popular neste primeiro ano. Uma das prioridades da Ordem, em 2011, será exigir do próximo governo a reforma política, juntamente com outras demandas que acontecerão.

P- Essa reforma política da OAB vai partir de algum modelo específico? Quais são suas bases?

R- A intenção da Ordem é envolver maior participação popular. Mas isso nós iremos discutir de forma mais aprofundada neste seminário de novembro.

P- A OAB apoia tradicionalmente o Prêmio Congresso em Foco, que premia os parlamentares que mais bem exerceram o mandato ao longo do ano? Que importância tem esse tipo de iniciativa?

R- Todas as iniciativas que estimularem o mérito devem ser incentivadas. O Congresso em Foco tem sido referência para a avaliação dos parlamentares brasileiros. É muito importante continuar prestigiando esse tipo de iniciativa, para que os congressistas, a partir de uma legítima e saudável competição interna, façam o melhor para a sociedade brasileira. Façam mais e melhor para a sociedade. O prêmio quebra o discurso de que todos são iguais, demonstra que é importante que haja diferenças, sobretudo, quando elas criam uma cultura para melhorar a condição de vida da população brasileira.

P- O senhor disse que a reforma política é uma das prioridades da OAB em 2011. No Judiciário, o combate à morosidade é o grande desafio a ser enfrentado?

R- É preciso fortalecer o Poder Judiciário, buscando cada vez mais a autonomia e a independência do Judiciário. Isso passa também pela autonomia e pelo fortalecimento do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem sido muito importante para a Justiça brasileira nestes últimos cinco anos.

P- A imagem da Justiça está melhorando no país?

R- O CNJ tem ajudado a melhorar essa imagem por ter introduzido um item muito importante, que é a transparência do Judiciário. O Judiciário sempre se fechou nele próprio. Era um poder sempre para dentro, e não para fora, para a sociedade. Isso o desacreditava e o afastava cada vez mais do cidadão. A partir do CNJ, houve melhoras significativas. Mas, lamentavelmente, o Supremo Tribunal Federal tem retirado, na questão disciplinar, o poder constitucional do CNJ de analisar diretamente, e não esperar pelas corregedorias, os casos disciplinares mais gritantes envolvendo direções dos tribunais de Justiça.

P- Em que casos isso ocorreu, por exemplo?

R- O caso mais emblemático foi em Mato Grosso, onde foram afastados o presidente do tribunal, alguns desembargadores e vários juízes. E o Supremo, sob o argumento de que essa questão ainda não havia sido analisada pela corregedoria interna do TJMT, mandou todo mundo voltar. Ou seja, quem o CNJ já havia punido, com a aposentadoria compulsória. É uma coisa que nos preocupa, porque o Conselho Nacional de Justiça tem constitucionalmente o poder de fazer a avocação de processos em curso. Se ele pode avocar, também pode iniciar processos, que não precisam ser analisados primeiro pelas corregedorias.

P- Qual o problema de as corregedorias abrirem as investigações?

R- Porque as corregedorias dentro dos tribunais têm sido extremamente corporativas, não têm cumprido seu papel. Por isso, criou-se o CNJ como controle externo da sociedade. As corregedorias internas dos tribunais falharam e estão falidas. É preciso resgatar a imagem do Judiciário brasileiro no que diz respeito à disciplina e à inexistência de corrupção.

P- O senhor avalia que o CNJ corre risco?

R- Se continuarem a retirar esse poder de analisar casos e punir juízes que incorrem em faltas, vão esvaziar o CNJ e tirar sua eficácia constitucional. A sociedade não pode concordar com isso.

P- O combate à impunidade no Brasil está avançando? É possível dizer que o Judiciário está mais eficiente?

R- A impunidade é o fermento da corrupção. Enquanto não houver um posicionamento firme do Judiciário no combate à impunidade, seja internamente, seja em relação a outros poderes, nós vamos, infelizmente, continuar com essa descrença da sociedade em relação à Justiça. É fundamental que haja total alinhamento entre o Judiciário e esse reclame da sociedade a fim de que a impunidade deixe de ser um fato para ser alguma coisa que, se cometida alguma falta, a pessoa saiba que vai ser efetivamente punida.

P- Esse problema pode ser resolvido com mudanças na legislação?

R- Precisamos discutir a atualização das leis processuais, isso pode ajudar. Mas não será o bastante. O que precisamos é mudar a cultura do Judiciário e fazer com que a lei seja aplicada da forma mais efetiva, como a sociedade exige.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Baixo nível da campanha eleitoral no Brasil

Estamos vivendo o processo eleitoral mais baixo nível que já vi no nosso país após a ditadura militar.
Nunca se viu tanta agressão pessoal sem nenhuma proposta séria para o país.
Vivemos uma ilusão criada pelos marketeiros? Ou será que nossos candidatos são realmente de tão baixo nível?
A propaganda eleitoral está insuportável,as inserções piores ainda. Onde será que eles pensam chegar com tanta baixaria?
Os brasileiros precisam reagir a isso votando nulo nessas eleições.
Nós que combatemos a ditadura militar não podemos ficar de boca calada assistindo a isso passivamente.
Não se discute as políticas públicas que o Brasil precisa, de infra estrutura, de política fiscal, de tratamento a ser dispensado aos bancos, da política externa e tantos outros assuntos de relevância para o país.
O que estamos assistindo na TV é de dar vergonha de morar no Brasil. Eu tenho vergonha pelos candidatos.
Estão brincado com o povo e com o país.
Isso é sério para os próximos anos.
Não sou a favor do marketing político, ao contrário, acho de extrema ncessidade, mas ele deve servir como instrumento eleitoral, não com o fim em si mesmo nas eleições.
Temos uma disputa de marketeiros que está valendo mais que os problemas e soluções para o país.
Isso é loucura política. E esses loucos precisam receber a anulação de votos em índice alto para entenderem que não estamos satisfeitos com isso.
Estou assustada e com medo do que poderá vir no futuro.
E você?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Entrevista

Não deixe de ler o conteúdo da entrevista que concedi para o jornal O Girassol.
http://www.ogirassol.com.br/todequemfaz.php

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A corrupção na Justiça

O ESTADO DE SÃO PAULO | OPINIÃO (A3) - CNJ | GILSON DIPP - A corrupção na Justiça - O Estado de S.Paulo - Ter, 24 de Agosto de 2010.

Ao fazer um balanço dos dois anos que passou à frente da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), quando realizou inspeções em 17 tribunais e foi obrigado a pedir formalmente a aposentadoria compulsória de um colega do Superior Tribunal de Justiça (STJ) denunciado por envolvimento num esquema de vendas de sentenças, o ministro Gilson Dipp traçou um quadro realista e preocupante dos tribunais brasileiros. Infelizmente, diz ele em entrevista ao Estado de domingo, alguns tribunais têm sido lenientes, deixando de tomar medidas drásticas contra o que chama de "maçãs podres" - ou seja, juízes indignos da toga. "A magistratura não tem blindagem contra atos de corrupção e irregularidades", afirma Dipp.

Quando começou a fazer inspeções em tribunais, varas e cartórios, explica o corregedor nacional de Justiça, a expectativa era descobrir apenas problemas pontuais. "Na verdade, o que foi constatado não era tão pontual assim. Isso foi surpreendente e chocante", diz o ministro.

Entre as irregularidades mais graves, a mais recorrente envolvia a concessão de liminares contra grandes empresas e instituições financeiras, determinando a liberação de altos valores em favor de falsos credores e de clientes inadimplentes. Mais grave ainda, como os recursos eram liberados sem qualquer garantia de caução, os beneficiários das liminares punham a mão no dinheiro e sumiam. "É um total desvirtuamento da autonomia do juiz. É um verdadeiro abuso de poder", diz o ministro Gilson Dipp, que nos próximos dias passará o cargo para a ministra Eliana Calmon.

A constatação de irregularidades somente foi possível porque a Corregedoria Nacional de Justiça passou a fazer o que deveria ser a principal tarefa das corregedorias dos tribunais. Por causa do enraizado esprit de corps, os órgãos encarregados de fiscalizar e coibir a corrupção de magistrados, a pretexto de preservar a "imagem" do Judiciário, frequentemente ignoravam denúncias de nepotismo. Também não investigavam magistrados que recebiam favores de empresários. E, sistematicamente, relevavam denúncias de corrupção e ainda "acomodavam" casos de malversação e desvio de recursos públicos.

"Os tribunais têm um nível de corporativismo muito além do desejado. Muitos juízes colocam suas ambições pessoais ou aspirações corporativas acima de sua função de julgador. Isso é inconcebível para qualquer atividade, sobretudo para a magistratura", disse o ministro Dipp. Nos dois últimos anos, foram punidos 36 juízes, 2 dos quais foram colocados em disponibilidade e 18 foram aposentados compulsoriamente - entre eles, um ministro de um tribunal superior que foi vice-corregedor de Justiça, destacou-se como líder sindical da corporação e presidiu a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Federação Latino-Americana de Magistrados.

O ministro Gilson Dipp lembra que após as primeiras punições, quando caiu por terra o mito do juiz intocável, a Corregedoria Nacional de Justiça passou a sofrer forte oposição corporativa da magistratura. "Os tribunais sempre foram ilhas desconhecidas. Quanto tiveram de prestar contas de suas atividades administrativas, orçamentárias e disciplinares a um órgão de coordenação nacional, a reação foi grande. Alguns tribunais eram compostos de barões, duques, fidalgos, e com um rei a cada dois anos. Esse mito está caindo", diz o corregedor nacional de Justiça, em cuja gestão também foi afastado o juiz federal responsável pelas ações criminais abertas com base nas investigações da Operação Pasárgada. Ela foi realizada pela Polícia Federal (PF) há dois anos e resultou na prisão de vários prefeitos de Minas Gerais e da Bahia, acusados de participar de um esquema que desviava recursos do Fundo de Participação dos Municípios.

O balanço do ministro Gilson Dipp mostra que, em matéria de abusos, o Poder Judiciário tem os mesmos problemas dos demais órgãos da administração pública. A diferença é que, felizmente, a Corregedoria Nacional de Justiça está cumprindo o papel que a Emenda Constitucional n.º 45 lhe atribuiu.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

É possível que TSE também libere 'fichas sujas', diz presidente

Reportagem do G1 mostrou que ao menos dez TREs liberaram 'fichas sujas'. Segundo Lewandowski, exame de caso concreto pode levar à autorização.Débora Santos, G1, em Brasília

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (11) que a maior parte das decisões dos tribunais regionais eleitorais que liberaram candidaturas de políticos "ficha suja" não contraria a posição do TSE sobre o assunto. Mas, segundo ele, é possível que o TSE também autorize o registro de políticos com restrições.

A avaliação foi feita pelo ministro ao comentar reportagem do G1 que mostrou que pelo menos dez tribunais regionais autorizaram as candidaturas de políticos com "ficha suja", rejeitando pedidos de indeferimento feitos pelo Ministério Público e outras entidades.

A Lei da Ficha Limpa veta a candidatura de políticos condenados em decisões colegiadas da Justiça ou os que renunciaram para evitar processo de cassação.

"No aspecto da constitucionalidade, a Lei da Ficha Limpa não foi contestada na maioria dos TREs. Alguns aspectos é que foram melhor analisados. É possível que o próprio TSE, ao examinar os casos concretos, entenda que alguns candidatos que foram barrados não estejam enquadrados nessa nova lei", afirmou o presidente do TSE.

Segundo apurou a reportagem do G1 em consulta às assessorias dos tribunais, juízes de Acre, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins emitiram decisões que questionam a aplicabilidade da nova lei. Nem todos esses tribunais aprovaram todos os "fichas sujas" - a maioria apreciou caso a caso e aprovou alguns e outros não.

Até a noite desta terça-feira (10) o TSE já havia recebido 67 recursos contra decisões dos TREs que impugnaram candidaturas. Desse total, 12 são de políticos que tiveram o registro barrado pela Lei da Ficha Limpa.

Entre as apelações que o TSE deve começar a julgar já nesta semana, está o caso do deputado federal Sarney Filho (PV-MA) que teve a candidatura liberada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

Mesmo condenado por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação, o deputado teve o registro aceito sob o argumento de que a ficha limpa não valeria para condenações anteriores à publicação da lei. Esse foi um exemplo de decisão que contrasta com o entendimento do TSE.

Lewandowski ressaltou que, mesmo com a possibilidade de liberar alguns políticos da ficha limpa, o TSE não voltará atrás nas decisões que tomou sobre os aspectos constitucionais da norma.

Segundo ele, a Corte manterá o posicionamento sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa nestas eleições, sobre a validade para condenações anteriores à vigência da lei, e sobre a prioridade de resguardar a "moralidade e a probidade administrativa nas eleições".

"Essa maioria que já se formou será mantida no que diz respeito aos aspectos da constitucionalidade. Mas é possível que na análise dos casos concretos o tribunal venha a excluir alguma restrição. O caso concreto não vai mudar a essência do entendimento do TSE", afirmou o ministro.

Fonte: g1.globo.com

sábado, 14 de agosto de 2010

AS TOP FIVE DO PORTUGUÊS

Para descontrair um pouco.

5º Lugar - AMOR OU INTERESSE ?

- Diga-me, Manuel, tua mulher faz sexo com você por amor ou por interesse?
- Olha, Joaquim, eu acho que é por amor...
- Como é que você sabe?
- Porque ela não demonstra nenhum interesse!!

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4º Lugar - MANOEL NA ZONA

Manuel chega na zona, louco por um programinha e pergunta pra cafetina:
- Quanto está a custaire o coito com uma das meretrizes?
- Depende do tempo! diz a cafetina.
- Pois, baim... Suponhamos que chova..

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3º Lugar - MANOEL NO RESTAURANTE

O Manoel entra no restaurante e pergunta:
- Por favor, me dá uma bacalhoada!
- Ao que o atendente pergunta:
- Já sei! O senhor é português?
- Como descobriste? Foi por causa do meu sotaque ou pelo fato de eu ter pedido bacalhoada?
- Nem um nem outro... É que aqui é o Mc Donald's!!!

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2º Lugar - MANOEL NO BRASIL

O Manoel estava voltando da viagem que fizera ao Brasil.
Chegando no aeroporto, seu amigo Joaquim o esperava.
- E aí,Manoel, como foi de viagem?
- Muito bom...
- E o que tu mais gostaste no Brasil??
- Ah, das praias, da mulherada! É uma maravilha!!!!
- E do que tu não gostaste???
- Ah, das escadas rolantes...
Tu acreditas que, um dia, eu estava subindo e acabou a energia elétrica...
Eu fiquei lá, parado, em pé, por mais de 2 horas!!!
- Ê, Manoel, mas tu és burro. hein!!!! Por que tu não te sentaste???

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Campeã!!!!! MANOEL E O LEPROSO

O Manoel foi preso numa cela em frente à de um leproso.
Dia após dia, ele observava o leproso cuidando de suas feridas.
Até que, certa vez, caiu um dedo do leproso.
Este o pegou e o atirou pela janela.
Uma semana depois, caiu outro dedo e o leproso atirou-o pela janela.
Algum tempo depois, caiu uma orelha, o leproso atirou-a pela janela.
Uma semana depois, caiu o pé, o leproso atirou-o pela janela.
Aí, o Manoel não agüentou mais e pediu uma audiência com o Diretor.
- Olha, senhor diretor, eu não quero ser chamado de dedo duro, mas o gajo que está na cela em frente a minha está fugindo aos pouquinhos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Você sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia,

de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.

Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento
final
- certeza
absoluta
- quantia
exata
- nos dias 8, 9 e 10,
inclusive
- juntamente
com
-
expressamente proibido

- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos
atrás
- vereador
da cidade
-
outra alternativa

- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua
livre escolha
- superávit
positivo

- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar
de frente
- multidão
de pessoas
- amanhecer
o dia
- criação
nova
- retornar
de novo
- empréstimo
temporário

- surpresa inesperada
- escolha
opcional
- planejar
antecipadamente

- abertura inaugural
-
continua a permanecer

- a última versão definitiva
-
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer
em pessoa
- gritar
bem alto
- propriedade
característica

- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está caindo nesta armadilha.

Gostou?
Repasse para os amigos amantes da lingua
.
Olá internautas, acabo de criar esse blog, onde vamos tratar de assuntos mais diversos possíveis, política, saúde, direitos, cidadania, beleza, artes, cultura, religião... enfim, tudo aquilo que faz da nossa vida um universo de coisas interessantes. Será um prazer ter vc como seguidor e comentarista, assim trocamos idéias e conhecimento. Um grande abraço.